sábado, 26 de setembro de 2009

Ilha da Madeira

         Nos finais da década de 70 do passado século visitei a ilha Madeira pela primeira vez. As estradas estreitas e aos “ss”, abundavam. Os hotéis, já os havia de 5 estrelas mas não eram muitos. Nessa altura percorri toda a ilha de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Fui em serviço da empresa onde trabalhava. Com os vendedores do nosso agente no arquipélago visitámos todas as lojas de comércio em geral espalhadas por todas as cidades, vilas e aldeias. Foram 15 dias de muitos quilómetros de trabalho e lazer. Voltei mais 2 vezes nos anos seguintes com o mesmo fim. Em resumo: conhecia a Ilha melhor do que muitos madeirenses.
Alguns anos mais tarde regressei, mas desta vez em férias com a minha mulher. Visitámos o Porto Santo, viagem de barco, na altura o “Pirata Azul”. Um enjoo que nunca mais esquecerei. Não tive oportunidade de apreciar a Ilha como era de prever. Não mais lá voltei.


           Em Setembro de 2009 voltei à ilha da Madeira como turista. Não se admirem se eu disser que cresceu. O facto é que cresceu mesmo, pelo menos no aeroporto, pelo mar adentro. Toda a ilha sofreu alterações abissais. As estradas ziguezageadas deram lugar a dezenas de túneis, viadutos, auto-estradas, rotundas, etc. Os hotéis são às centenas. O pequeno comércio, tal como em Lisboa, começa a desaparecer para dar lugar a Centros Comerciais, lojas chiques, restaurantes, bares e outros lugares de lazer. O asseio e limpeza são visíveis por toda a Ilha. Os teleféricos, pelos menos três, levam-nos do centro do Funchal para os cumes dos montes. Num desses montes, no Caminho do Monte, encontra-se situado o Jardim tropical Monte Palace. Neste jardim, cujo proprietário, o empresário José Manuel Rodrigues Berardo, o doou à sua fundação, FUNDAÇÃO BERARDO, para além das mais variadas espécies de plantas, poderemos admirar também os seus inúmeros painéis de azulejos dos séculos XVI a XX, o museu de minerais e gemas provenientes de todo o mundo, uma colecção de artesanato contemporâneo do Zimbabué, ricas esculturas de pedra da Colecção Berardo. O jardim está enriquecido com a construção de 2 lagoas com uma capacidade de mais de 300.000 litros de água com sistema de filtragem e purificação que garante um ambiente saudável aos peixes. O Jardim Oriental, a lagoa dos peixes Koi, as oliveiras milenárias, tudo num amplo espaço de cerca de 70.000m2, torna este lugar

            Em 2000 foi classificado pela UNESCO de Património Natural Mundial.
              As fotos acima não mostram a realidade nem a beleza e por isso convido a quem visite a Madeira a não perder este espetáculo.
 
         Não muito longe deste grandioso parque, encontra-se o Jardim Botânico. Aí, para além das mais de 2.000 espécies de plantas, das quais cerca de 230 únicas na Madeira, deparamos com um sem número de pássaros exóticos e multi-coloridos. Um passeio para um meio dia mas de calçado apropriado para as longas e íngremes caminhadas.

         Das muitas praias de calhaus, podemos agora banhar-nos nas praias de areia, trazida por certo da ilha de Porto Santo, como a praia da Calheta.
Duas fotos da praia da Calheta com o seu areal
         Porto Moniz; Câmara de Lobos; Ribeira Brava; Ponta do Pargo; Santana; Pico do Areeiro; Curral das Freiras; Camacha e muito mais localidades, são sítios a não perder aquando duma viagem à ilha da Madeira. Mas, melhor do que descrever é mostrar algumas imagens.

          A famosa queda de água a que chamam Véu da Noiva, sofreu uma derrocada e a estrada foi cortada. Pode ainda ser vista de longe.

         O famoso Curral das Freiras pode agora ser visitado por boa estrada alcatroada.

        As bonitas e bem arranjadas piscinas naturais de Porto Moniz convidam a um banho relaxante.
      Aqui a famosa Santana e as suas típicas casas.
O Pico do Areeiro e o seu habitual nevoeiro.










































Até breve.