Tal
como vos prometi no meu anterior blogue, venho falar de Haruki Murakami, o escritor japonês sério candidato ao Prémio Nobel da
Literatura e de um dos seus últimos livros “1Q84”, publicado recentemente.
Romance carregado de enigmas, amor, mortes e suspense. São 3
volumes que nos deixam excitados, desejosos de acabar este ou aquele capítulo
para sabermos o desenlace no seguinte.
Tengo e Aomame são dois personagens que desde o tempo da escola
primária não se veem e tudo fazem para um reencontro. Ele, professor de
matemática, ela professora de artes marciais. A vida de ambos é-nos relatada
com pormenores tão minuciosos e carregada de ficção que nos excita. As
peripécias e fugas de ambos só terminam quando saem do ano de ‘1Q84’ e
regressam ao ano de 1984. Uma escrita agradável e uma história apaixonante.
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Os Pilares da Terra é um outro livro composto de 2 volumes, mas
este de Ken Follett, do qual fizeram um filme. Um épico passado no século XII na cidade de Kingsbridge em Inglaterra. A vida
dos senhores do reino, do clero, dos artesãos e povo em geral é dissecada nos
mais ínfimos pormenores.
O Romance inicia-se com a vida de um pedreiro que
pretende edificar uma catedral gótica. Os pormenores da construção, as
peripécias, amores e desamores do pedreiro são-nos relatados com pormenores
ricos em ação, onde o poder, vinganças e traições naquele período da Idade Média
são constantes.
À medida que ia lendo, uma revolta apoderava-se de
mim pela maneira cruel, ardilosa e requintes de malvadez, com que os senhores
do poderio resolviam os seus interesses, mais ainda pela forma pormenorizada
que o escritor dava na sua descrição.
Valeu a pena as semanas que levei a concluir estes
dois volumes.
Mais de 3 anos demorou Ken Follett a escrevê-lo.
Mais de 90 milhões foram vendidos em todo o mundo.
Se o lerem e for do vosso agrado, aconselho “Um
Mundo Sem Fim” do mesmo autor, que as cerca de 1000 páginas que compõem a obra obrigou
a uma publicação em dois volumes. História passada na mesma cidade de Inglaterra,
dois séculos após as narrativas do primeiro. Uma continuação dos Pilares da
Terra, onde muitas das personagens são descendentes das do primeiro livro.
História igualmente cheia de acontecimentos, onde o ódio, a vingança, a ambição
estão igualmente patentes. A peste negra que assolou a Europa no século XIV
é-nos relatada com a mestria de Ken Follett. A teia comea quando quatro
crianças assistem à morte de um homem e, uma delas, vê um dos assassinos
esconder uma carta na floresta. A vida destas quatro crianças será assombrada
pelos anos que iremos acompanhando ao longo da história.
Não posso deixar por relatar mais uma obra que me
fascinou. Um livro oferecido por um grande amigo: Bala Santa, de Luís Miguel Rocha, autor do bestseller O Último Papa, cuja venda ultrapassou os
500 mil exemplares.
Bala Santa é um tríler político, relatando a
tentativa de assassinato do Papa João Paulo II, por todos nós conhecida.
Os acontecimentos que estiveram por detrás desta
tentativa em 1981; as forças ocultas que conjeturaram e planearam este ataque; as
personagens envolvidas neste trama, os jornalistas que, na tentativa da
resolução do caso, acabam mortos.
Que meandros do Vaticano envolvem este mistério?
Agentes do Serviço Secreto americano, um ex-militar
português, uma jornalista portuguesa em Inglaterra, um padre muçulmano, o
conhecido autor dos disparos ‘o turco Alia Agca’ e vários
agentes de todo o mundo, uns
cúmplices, outros na investigação, são apontados neste trama de uma forma
soberba.
Dos recentes romances lidos, estes foram os que
mais apreço me despertaram e aconselho.