terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ruralidade e Urbanidade

Nos últimos 20 anos a atracção pelos espaços rurais tornou-se cada vez mais forte. A busca de melhor qualidade de vida, de fugir ao ruído citadino, o stress, a carência de ar puro e a saudade da quietação do campo, obrigou a um grande desenvolvimento nos meios rurais.
Por todo o País desenvolveram-se infra-estruturas de forma a oferecer ao citadino uma melhor qualidade de vida em geral, e em particular a questões relacionadas com a saúde, segurança e lazer. Do Minho ao Oeste Alentejano e ao seu interior, de Elvas ao Litoral, criaram-se o TURISMO RURAL - turismo de habitação, nascido de casas senhoriais ou apalaçadas. O Turismo de Aldeia - que, tal como o próprio nome, provém de casas de campo com as condições adaptadas a uma estada agradável. O Agro-Turismo - casas integradas em explorações agrícolas, e muitas vezes com possibilidades do turista acompanhar as actividades agrícolas.
As Pousadas de Portugal são um exemplo duma qualidade de vida não acessível a qualquer um, aquilo a que podemos chamar hotéis de luxo, localizadas em pontos estratégicos de uma beleza paisagística invulgar, ou em palácios ou castelos reaproveitados para o efeito.
Nasceu assim o RENASCIMENTO RURAL. Graças a estas infra-estruturas muitas aldeias de norte a sul do País, ocuparam posições privilegiadas e com amplas possibilidades de desenvolvimento. Veja-se o caso da costa ocidental Alentejana, onde as praias começam a ser procuradas. Os montes Alentejanos com as suas casas, rústicas acolhedoras. (Infelizmente na sua moiria eploradas por estrangeiros)
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“Casa da Anta” actualmente é um espaço de Turismo Rural que continua a preservar a arquitectura e traça original da casa dos seus antepassados, com as características originais em prol do desenvolvimento regional e na manutenção das tradições e costumes do Alto Minho.
Foto e mensagem retiradas da Internet: http://www.casa-da-anta.com/
Não pude deixar de introduzir estas duas fotos; uma da Pousada de São Gonçalo, em plena Serra do Marão e outra da Casa da Anta, em Lanhelas, Caminha, não só porque são um exemplo de bom gosto, como também por ter lá passado alguns fins-de-semana bastante agradáveis e inesquecíveis.

É bom “fugir” da cidade, do trânsito, do cansaço rotineiro, do corre-corre diário, do ar poluído, fugir da multidão, do ruído, das ruas saturadas de tráfego, dos prédios sem elevadores ou mesmo com eles, do trabalho, dos horários, dos centros comerciais, das filas de automóveis, das filas sem automóveis, enfim fugir de tudo, fugir do urbanismo, fugir da selva urbana a que nos vamos acostumando.

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