POVO - assim se chama a exposição.
Dividida por meia dúzia de salas onde a "Política", "Trabalho", "Habitação", "Consumo" e "Sociedade", estão patentes, mostra-nos não só a arte do povo e para o povo, como também textos literários e frases (sloganes) que fazem parte da história, como estas:
- o POVO é sereno;
- o POVO é quem mais ordena;
- diz-me quem és;
- ganharás o pão com o suor do teu rosto;
- casas do POVO;
- queres fiado? Toma!;
- se isto não é o POVO, onde é que está o POVO?
Maria Eugénia Cunhal, Fundação Calouste Gulbenkian, EDP, Museo Extremeño Ibero Americano Arte Contemporaneo (MEIAC) -Badajoz, Casa das Histórias Paula Rego, Museu Nacional Soares dos Reis, Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, etc., etc. Estes são alguns dos coleccionadores que emprestam à galeria as suas obras, tornando este espaço num lugar de cultura, ócio e prazer.
...............
Esta exposição, tal como deveriam todas ser, é de entrada gratuita. Um POVO, para além do seu PIB, mede-se também pela sua cultura, pelos seus conhecimentos. A cultura não vem da escola. A cultura não se estuda, adquire-se. O acesso às bibliotecas, exposições, colóquios, palestras, deveriam ser todas com entrada livre.
«A cultura é tudo aquilo que resta depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu.»
Frase da novelista sueca Lagerlof, Selma (1858-1940)