sábado, 3 de julho de 2010

A EDP e a Cultura

A antiga Central Tejo, actual Museu da Electricidade desde Maio de 2006, está de parabéns; mais uma vez nos apresenta uma exposição digna, rica em pintura, desenho, fotografia, escultura e cinema, de famosos artistas.




Conceituados coleccionadores não se privaram de "emprestar" ao POVO as suas valiosíssimas obras a fim de este se deleitar e apreciar a arte que é do povo, das gentes, da população e, em resumo: a nossa arte.


POVO - assim se chama a exposição.

Dividida por meia dúzia de salas onde a "Política", "Trabalho", "Habitação", "Consumo" e "Sociedade", estão patentes, mostra-nos não só a arte do povo e para o povo, como também textos literários e frases (sloganes) que fazem parte da história, como estas:


  • o POVO é sereno;

  • o POVO é quem mais ordena;

  • diz-me quem és;

  • ganharás o pão com o suor do teu rosto;

  • casas do POVO;

  • queres fiado? Toma!;

  • se isto não é o POVO, onde é que está o POVO?
Por ordem alfabética: Amadeo de Sousa Cardoso, Álvaro Cunhal, Eduardo Gageiro, Joana Vasconcelos, José Dominguez Alvarez, Lima de Freitas, Maria Helena Vieira da Silva, Paula Rego, Rafael Bordalo Pinheiro, são uma pequeníssima parte de alguns dos artistas, que nos brindam com as suas pinturas, fotografias ou esculturas.




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Aos digníssimos coleccionadores, privados ou públicos, quero agradecer a oportunidade que nos deram de podermos apreciar as suas colecções.

Maria Eugénia Cunhal, Fundação Calouste Gulbenkian, EDP, Museo Extremeño Ibero Americano Arte Contemporaneo (MEIAC) -Badajoz, Casa das Histórias Paula Rego, Museu Nacional Soares dos Reis, Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, etc., etc. Estes são alguns dos coleccionadores que emprestam à galeria as suas obras, tornando este espaço num lugar de cultura, ócio e prazer.

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Esta exposição, tal como deveriam todas ser, é de entrada gratuita. Um POVO, para além do seu PIB, mede-se também pela sua cultura, pelos seus conhecimentos. A cultura não vem da escola. A cultura não se estuda, adquire-se. O acesso às bibliotecas, exposições, colóquios, palestras, deveriam ser todas com entrada livre.
























Interrogado sobre a diferença existente entre os homens cultos e os incultos, Aristóteles respondeu: «A mesma diferença que existe entre os vivos e os mortos.»


«A cultura é tudo aquilo que resta depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu.»
Frase da novelista sueca Lagerlof, Selma (1858-1940)

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