sábado, 20 de março de 2010

Os Comerciais, a Crise e as Empresas

Sento-me à secretária.
Olho os e-mail recebidos.
Nada.
Não chegou nenhuma encomenda.
Não há dúvida que estamos em crise.
Já não recebemos as encomendas que habitualmente apareciam por esta via.
Vou mandar mais umas fotografias de alguns artigos novos, pode ser que alguém responda.
Fiz três telefonemas sem sucesso.
Começo a desesperar.

Provavelmente nem vale a pena visitar aquele cliente que habitualmente me comprava, está tudo na "retranca..." talvez passe por aquele outro que há já um ano não visito, pode ser que já não tenha material e me compre qualquer coisa.


É este o dia a dia dos comerciais.


É esta a apatia com que se deparam diariamente; é a crise o marasmo, a crise a letargia, a crise a modorra, a crise a prostração; enfim o desespero, a frustração e a crise. Bater à porta dos clientes é contraproducente, seriam corridos os vendedores que o fizessem. Não estamos em época de incomodar quem quer que seja, muito menos os clientes e os novos nem vale a pena visitar; para quê? Para comprarem umas centenas de euros? Não dá para o gasóleo. Talvez no próximo mês as coisas melhorem. Há que ter esperança e não desanimar.

No "Expresso Economia" falam no Grupo Viseira que investiu 150 milhões de euros em novos hotéis. O Grupo Ibis abriu 3 novas unidades hoteleiras este ano, 2 em Lisboa e 1 no Porto. A Cotec Portugal divulgou o nome das 24 novas empresas da rede PME inovação. Em Fevereiro de 2009 nasceram 2.265 empresas em Portugal (informação Lusa 25.03.2009). As Páginas Amarelas estão carregadas de grandes anúncios, (empresas com algum poder de compra para investir em propaganda). Há eventos ao longo do ano organizados pela AIP, no Pavilhão do Rio, no Centro de Reuniões da FIL, no Centro de Congressos de Lisboa. Todos os anos há empresas aniversariantes. Todos os dias a TSF anuncia o sucesso duma ou doutra PME.

Enfim, há um número incalculável de empresas que, apesar da crise, laboram com resultados crescentes.

Há bons e razoáveis comerciais, mas também há aqueles que se acomodam à situação. Que não exigem de si próprios.

Uma fábrica de calçado nortenha, enviou um comercial seu a um país africano, a fim de estudar o mercado local. Dois dias depois o empresário recebe um e-mail do seu comercial com a seguinte informação: «Este mercado é péssimo, aqui não se vendem sapatos. Toda a gente anda descalça.»
Meses depois o mesmo empresário envia um outro comercial ao mesmo país africano. No mesmo dia recebe deste a seguinte mensagem: «Mercado excepcional. Aqui ninguém tem calçado».

Há dois pontos de vista que, embora semelhantes, dependem da concepção de cada um de nós, da nossa maneira de encarar os factos, do optimismo ou do pessimismo com que encaramos a realidade.

Perguntem a um comercial:
  • Qual o programa de trabalho (visitas, telefonemas) para amanhã?
  • Que promoção ou artigo sugere para este tipo de cliente?
  • Qual o concorrente e a que preço vendeu aquele produto?
  • Que análise fez da passada semana sem vendas?

Um vendedor custa a uma empresa uma média de 80,00€ diários. Se este comercial visitar 2 clientes por dia, significa que cada visita custará ao patrão 40,00€; mas, se o mesmo vendedor visitar 6, o seu custo unitário será de 13,30€.


A Internet para além do "facebook", do "twitter", do "msn", também tem informações importantes que ajudam os interessados na promoção e venda dos seus artigos; que auxiliam os comerciais na busca de novas e potenciais empresas.

É fácil falar, dizem uns, difícil é vender; difícil é descobrir essas novas empresas; difícil é convencer esses novos mercados a consumirem e comprarem. Difícil é andar de porta em porta.
Imagem detirada da Internet

quarta-feira, 10 de março de 2010

Orçamento da AR e a Restrição

Caros amigos,


No Diário da República, n.º 28 - I série - de 10.02.2010, foi publicado o Orçamento da Assembleia da República. Quem pretender dar uma olhada poderá fazê-lo, visitando o site: http://www.dre.pt/.


Com este blogue apenas pretendo dar, a quem não visitou o site, uma panorâmica geral deste orçamento.

No período em que a ordem é restrição e congelamento de salários (recordo que o salário mínimo Nacional é de 475,00€), parece esta não estar circunscrita à AR, onde 230 deputados "laboram".

Comecemos:

Vencimento de deputados............................. 12.349.600,00€

Ajudas de custo de deputados.......................... 2.724.050,00€

Transportes de deputados............................... 3.868.500,00€

Deslocações e estadas................................... 2.363.400,00€

Assistência técnica (?) .................................. 2.948.353,00€

Outros trabalhos especializados (?).................... 3.593.304,00€

Serviço restaurante, refeitório e cafetaria............. 960.850,00€

Subvenções aos grupos parlamentares................... 970.456,00€

Equipamento informático............................... 2.110.000,00€

Outros investimentos (?) ............................... 2.419.680,00€

Edifícios................................................... 2.686.000,00€

Transfer's (?) .............................................13.506.280,00€

Subvenção aos partidos representados na AR........16.976.975,00€

Subvenções estatais para campanhas eleitorais......73.719.443,61€


Sub-total 141.196.891,61€


Estão apresentadas as principais rubricas do Orçamento da Assembleia da República, num
Total de 191.405.356,61€,
para que esta casa (AR) se governe durante o ano de 2010.

Chamo a especial atenção para o valor da última rubrica "Subvenções estatais para campanhas eleitorais"


Agora caros amigos teremos de poupar, apertar os cintos, não aumentar os funcionários públicos, para que o programa de estabilidade e crescimento (PEC), dê frutos.



Um bem haja a todos os meus amigos e um desejo de que o ano de 2010 não nos traga fome.
MAIS COMENTÁRIOS?