Há dias, questionando os livros mais vendidos e lidos do mundo, veio-me à ideia a Bíblia, o maior bestseller de sempre.
«Sou ateia, não leio a Bíblia» dizia-me uma amiga numa conversa entre amigos à hora de jantar.
«Acreditas em estórias da carochinha?» Indaguei.
«Claro que não.»
«Todavia leste por certo a Branca de neve e os sete anões, a Cinderela, ou outros do género.
«É diferente» contestou essa minha amiga.
«Claro que é diferente. Um é histórico, os outros não passam de estórias da carochinha.»
Tudo isto a propósito de hábitos de leitura que uns têm outros nem por isso. Ler é uma forma de passar o tempo, uma maneira de cultivarmos o espírito e a mente, de aproveitar os momentos de ócio ou de combater o stress. Lendo, aprende-se a conhecer, a escrever, a discutir. O hábito de leitura adquire-se ao longo do tempo, mas também se estimula, principalmente nos mais jovens, começando pelas histórias infantis e, aos poucos, por livros históricos ou romances.
Na escola é pelos livros que começamos a conhecer as primeiras letras e consequentemente a aprender a ler e escrever. As histórias aos quadradinhos (banda desenhada), foram dos primeiros livros que nos despertaram o interesse pela leitura. Mas, ler não é só devorar livros, é fundamental interpretá-los em todos os pormenores, tirar uma lição da sua essência, do seu conteúdo. É indispensável inserirmo-nos no espírito do escritor e descobrir o que este nos pretende ensinar ou dizer.
Tudo isto a propósito de uma pergunta que me foi colocada e, a meu ver indevida, cuja resposta era previsível. Naquele mesmo jantar disse em tom de brincadeira: «diz-me o que lês, dir-te-ei que és.»
«Eu não tenho hábitos de leitura» disse a minha colocutora e continuou «quem sou?»
«Não és ninguém.» Respondi.
Ficou ofendida e, já lá vão uns dias, não mais me falou.
Se por ventura ela ler este meu blogue, gostaria de a informar que a minha resposta “não és ninguém” foi um eufemismo. Por certo deveria ter dado uma resposta mais desagradável ou grosseira.
Hoje, por ser o Dia Mundial da Poesia, aproveito para versejar.
Ler é aprender
E pelo mundo viajar.
Não ler não é viver.
É simplesmente vegetar.