O guarda-mor do Infante D. Henrique, Fernão Álvares Cabral, era pai de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte e avô do Pedrinho, menino muito traquina e irrequieto mas inteligente. Este menino gostava de aventuras e viagens. O seu maior prazer era o mar. Quem quisesse vê-lo feliz bastaria ir à praia de Belém e apreciar as suas façanhas com o barco à vela do avô Cabral, quando vinham de férias à capital.
Decorria o ano do Senhor de 1500. O Pedrinho tornou-se Pedro Cabral, mais conhecido por Pedro Álvares Cabral. Tinha sido nomeado capitão-mor da armada. Teria então cerca de trinta e três anos de idade.
Dez naus e três caravelas, (consta-se que possuía também um submarino, cinco séculos mais tarde vendido a um Ministro da Defesa), constituíam a sua frota.
Cerca de 1500 homens, entre funcionários públicos, soldados, padres, cozinheiros, repórteres fotográficos, jornalistas entre eles o Pedro Vaz de Caminha e três equipas de televisão, faziam parte da expedição a que se propôs fazer junto do então presidente da monarquia, D. Manuel I. Essa expedição destinava-se à Índia, mas pelo Ocidente, já que, pelo Oriente tinha sido feita anos anteriores, pelo senhor Vasco da Gama e constava-se que o Cabo das Tormentas estava amaldiçoado pelo gigante adamastor.
Após uma missa solene na ermida do Restelo, à qual compareceram todas as entidades eclesiásticas, o senhor D. Manuel I e sua corte, a televisão, rádio e imprensa, partiu a frota de Pedro Álvares Cabral rumo à Índia. Estávamos do ano de 1500, num Domingo dia 9 de Março.

Nota do autor: A data da partida tinha sido agendada para um mês antes e o atraso deveu-se à chegada dum astrolábio electrónico, encomendado à China por ser mais económico, em virtude do Vasco da Gama não poder ceder o seu pois iria necessitar dele para a sua viagem de férias a Cancún.
Alguns dias depois aportaram nos Açores. Ilha de São Miguel ou Ilha Verde como lhe chamaram. Foram recebidos com pompa pelo Governo Regional. Em Vila Franca do Campo organizaram-se festejos onde não faltou a presença de D. Amália Rodrigues que os presenteou com o fado da Mouraria. Aí permaneceram dois dias, mataram umas vacas e cozeram-nas nas Furnas, fizeram passeios a pé pelos caminhos turísticos, alugaram jipes e percorreram a ilha quase toda, visitaram os lugares recomendados pelas agências de viagens e banharam-se nas bonitas praias da ilha, etc.
Finalmente regressaram às naus para continuarem sua viagem, não sem deixarem a promessa de, no regresso, voltarem à ilha e presentear o Governo Regional com artesanato trazido da Índia.
Não havia trânsito nem desvios. Era sempre em frente. O vento ciclónico dos Açores ajudou-os na velocidade (na época não havia limite de velocidade no oceano Atlântico), mas infelizmente o excesso de velocidade provocou alguns despistes e algumas naus naufragaram.
Algumas semanas depois, já cansados de tanto mar, eis que o gajeiro do alto do mastro grita: Terra à vista! O Pedro que não ia em cantigas nem em gritos de gajeiros, ele próprio sobe ao mastro real e certifica-se. Com os seus binóculos de longo alcance avista umas ilhas dispersas. Desce. Consulta os seus canhenhos e mapas. Com o astrolábio, o sextante, a bússola e o GPS verifica que se encontram próximo do triângulo das Bermudas.
Mandou reunir os almirantes, capitães, tenentes e o motorista do barco. Informou: estamos a chegar ao triângulo das Bermudas. Sabeis o que isso significa? Antes de embarcar fui a consultar a Maya e ela contou-me que o Titanic irá afundar-se nestas águas. Este local é mais conhecido pelo triângulo do diabo. Além do mais estamos muito a norte. Temos que descer para sul e contornar o sul da Argentina.
Apavorados entram em depressão e stress. Chamam os médicos de família (os que descontavam para caixa claro). Os outros vão tomando uns calmantes mesmo sem receita médica, e lá se vão aguentando.
Um mês depois, após tantas voltas perdem-se e atracaram naquilo que julgavam se uma ilha. Era 22 de Abril de 1500. Avistou-se uma extensa terra chã cheia de arvoredo. Ao longe um grande monte a que Cabral chamou de Monte Pascal. Àquela terra baptizou de Ilha de Vera Cruz, convencido de se tratar de uma ilha. Mais tarde e após reconhecer tratar-se de um continente, passou a chamar-se de Terra de Vera Cruz. (Hoje Porto Seguro no estado brasileiro da Baía).
Foi com grande espanto que se aperceberam de que entendiam a língua dos indígenas e lhe perguntaram que língua falavam. Portugês, responderam.
Era um povo acolhedor e simpático. A recepção foi extraordinária. Beberam caipirinhas, dançaram o samba e aí ficaram uma semana. Mas tinham de partir, até à Índia ainda faltavam umas boas milhas. Perguntaram se havia naquela terra pimenta, canela, noz moscada, porcelanas, sedas, etc.
Um simpático brasileiro informou o Pedro de que estava enganado. Essas especiarias só se vendiam nos centros comerciais da Índia e não no Brasil. Teria de contornar para sul todo o continente e depois atravessar o oceano Pacífico e quando avistasse homens com os olhos em bico estaria no oriente. Aí não valeria a pena perguntar nada porque ninguém os compreenderia, mas era fácil: atravessaria todas aquelas ilhas e logo que avistasse a ilha de Ceilão e Maldivas, olharia para o norte e logo veria um país em forma de triângulo invertido. Estaria na Índia. Além do mais poderia confirmá-lo pela existência e visão dos enormes paquidermes a que chamavam elefantes e pelas lindas damas bem vestidas e pintadas com uma pinta colorida na testa.
Antes de partirem e como prova da boa recepção da parte do povo brasileiro e também para não darem por infrutífera a viagem, foram-lhes oferecidas madeiras exóticas, papagaios e vídeos do carnaval carioca.
O Pedro agradeceu as informações e oferendas e meteram-se ao caminho com destino ao destino.
Um ano depois, mais propriamente a 31 de Julho de 1501, estava de regresso a Portugal, tendo sido recebido como herói, apesar de ter perdido 9 barcos da sua frota.
Decorria o ano do Senhor de 1500. O Pedrinho tornou-se Pedro Cabral, mais conhecido por Pedro Álvares Cabral. Tinha sido nomeado capitão-mor da armada. Teria então cerca de trinta e três anos de idade.Dez naus e três caravelas, (consta-se que possuía também um submarino, cinco séculos mais tarde vendido a um Ministro da Defesa), constituíam a sua frota.
Cerca de 1500 homens, entre funcionários públicos, soldados, padres, cozinheiros, repórteres fotográficos, jornalistas entre eles o Pedro Vaz de Caminha e três equipas de televisão, faziam parte da expedição a que se propôs fazer junto do então presidente da monarquia, D. Manuel I. Essa expedição destinava-se à Índia, mas pelo Ocidente, já que, pelo Oriente tinha sido feita anos anteriores, pelo senhor Vasco da Gama e constava-se que o Cabo das Tormentas estava amaldiçoado pelo gigante adamastor.
Após uma missa solene na ermida do Restelo, à qual compareceram todas as entidades eclesiásticas, o senhor D. Manuel I e sua corte, a televisão, rádio e imprensa, partiu a frota de Pedro Álvares Cabral rumo à Índia. Estávamos do ano de 1500, num Domingo dia 9 de Março.

Nota do autor: A data da partida tinha sido agendada para um mês antes e o atraso deveu-se à chegada dum astrolábio electrónico, encomendado à China por ser mais económico, em virtude do Vasco da Gama não poder ceder o seu pois iria necessitar dele para a sua viagem de férias a Cancún.
Alguns dias depois aportaram nos Açores. Ilha de São Miguel ou Ilha Verde como lhe chamaram. Foram recebidos com pompa pelo Governo Regional. Em Vila Franca do Campo organizaram-se festejos onde não faltou a presença de D. Amália Rodrigues que os presenteou com o fado da Mouraria. Aí permaneceram dois dias, mataram umas vacas e cozeram-nas nas Furnas, fizeram passeios a pé pelos caminhos turísticos, alugaram jipes e percorreram a ilha quase toda, visitaram os lugares recomendados pelas agências de viagens e banharam-se nas bonitas praias da ilha, etc.
Finalmente regressaram às naus para continuarem sua viagem, não sem deixarem a promessa de, no regresso, voltarem à ilha e presentear o Governo Regional com artesanato trazido da Índia.
Não havia trânsito nem desvios. Era sempre em frente. O vento ciclónico dos Açores ajudou-os na velocidade (na época não havia limite de velocidade no oceano Atlântico), mas infelizmente o excesso de velocidade provocou alguns despistes e algumas naus naufragaram.
Algumas semanas depois, já cansados de tanto mar, eis que o gajeiro do alto do mastro grita: Terra à vista! O Pedro que não ia em cantigas nem em gritos de gajeiros, ele próprio sobe ao mastro real e certifica-se. Com os seus binóculos de longo alcance avista umas ilhas dispersas. Desce. Consulta os seus canhenhos e mapas. Com o astrolábio, o sextante, a bússola e o GPS verifica que se encontram próximo do triângulo das Bermudas.
Mandou reunir os almirantes, capitães, tenentes e o motorista do barco. Informou: estamos a chegar ao triângulo das Bermudas. Sabeis o que isso significa? Antes de embarcar fui a consultar a Maya e ela contou-me que o Titanic irá afundar-se nestas águas. Este local é mais conhecido pelo triângulo do diabo. Além do mais estamos muito a norte. Temos que descer para sul e contornar o sul da Argentina.Apavorados entram em depressão e stress. Chamam os médicos de família (os que descontavam para caixa claro). Os outros vão tomando uns calmantes mesmo sem receita médica, e lá se vão aguentando.
Um mês depois, após tantas voltas perdem-se e atracaram naquilo que julgavam se uma ilha. Era 22 de Abril de 1500. Avistou-se uma extensa terra chã cheia de arvoredo. Ao longe um grande monte a que Cabral chamou de Monte Pascal. Àquela terra baptizou de Ilha de Vera Cruz, convencido de se tratar de uma ilha. Mais tarde e após reconhecer tratar-se de um continente, passou a chamar-se de Terra de Vera Cruz. (Hoje Porto Seguro no estado brasileiro da Baía).
Foi com grande espanto que se aperceberam de que entendiam a língua dos indígenas e lhe perguntaram que língua falavam. Portugês, responderam.Era um povo acolhedor e simpático. A recepção foi extraordinária. Beberam caipirinhas, dançaram o samba e aí ficaram uma semana. Mas tinham de partir, até à Índia ainda faltavam umas boas milhas. Perguntaram se havia naquela terra pimenta, canela, noz moscada, porcelanas, sedas, etc.
Um simpático brasileiro informou o Pedro de que estava enganado. Essas especiarias só se vendiam nos centros comerciais da Índia e não no Brasil. Teria de contornar para sul todo o continente e depois atravessar o oceano Pacífico e quando avistasse homens com os olhos em bico estaria no oriente. Aí não valeria a pena perguntar nada porque ninguém os compreenderia, mas era fácil: atravessaria todas aquelas ilhas e logo que avistasse a ilha de Ceilão e Maldivas, olharia para o norte e logo veria um país em forma de triângulo invertido. Estaria na Índia. Além do mais poderia confirmá-lo pela existência e visão dos enormes paquidermes a que chamavam elefantes e pelas lindas damas bem vestidas e pintadas com uma pinta colorida na testa.
Antes de partirem e como prova da boa recepção da parte do povo brasileiro e também para não darem por infrutífera a viagem, foram-lhes oferecidas madeiras exóticas, papagaios e vídeos do carnaval carioca.
O Pedro agradeceu as informações e oferendas e meteram-se ao caminho com destino ao destino.
Um ano depois, mais propriamente a 31 de Julho de 1501, estava de regresso a Portugal, tendo sido recebido como herói, apesar de ter perdido 9 barcos da sua frota.
Ei, irmão. Você aí tem razão. Eu estava lá e vi o Pedro jogando forte.
ResponderEliminarUm carioca