Caros amigos leitores,
Antes de continuar e atendendo ser este o meu primeiro blogue deste ano, não quero passar sem vos desejar um 2011 não tão mau como se prevê.
Das várias viagens que efetuei às Caraíbas houve um país que me fascinou: "CUBA".
«Porquê?», perguntou-me em tempos um amigo, «Varadero, Punta Cana, Cacúm, são todos a mesma coisa. Grandes e luxuosos resorts, bonitas e calorosas praias, abundança e simpatia infinita.»
«É verdade» respondi «mas não é pelos resorts que eu viajo. Não é por eles que eu visito o estrangeiro, também em Portugal os há, embora com água menos quente. O Algarve está carregado destes resorts e para desfrutar deles não vale a pena viajar para tão longe. Há-os em Portugal e na vizinha Espanha às carradas, para quê gastar horas de avião?»
Perguntaram-me em tempos: «conheces a República Dominicana?»
Eu respondi: «Não!»
«Mas foste há uns anos atrás a Punta Cana.»
«Fui»
«Então conheces pelo menos Punta Cana...»
«Não, não conheço.»
«Não percebo. Estiveste em Punta Cana e não conheces Punta Cana?»
É verdade, não conheço Punta Cana e muito menos a República Dominicana. Fui numa viagem com uns casais amigos. Estivemos oito dias num resort de onde apenas saímos de bicicleta para uma pequena cidade a 2 km desse resort. Os 3 ou 4 resorts das redondezas ofereciam-nos umas dezenas de restaurantes, bares, discotecas, piscinas e quilómetros de praias. É isso que eu conheço de Punta Cana.
Cuba - As paradisíacas praias, o esmerado acolhimento dos empregados hoteleiros, o bom serviço prestado por estes e a simpatia dos cubanos, não deixam indiferente o turista. Todavia, e apesar de tudo isto, houve algo mais que me fascinou: a visita à cidade La Habana e outras cidades próximas, o convívio com o povo, o bisbilhotar dos centros históricos, o percorrer das avenidas e ruelas, das entradas nas lojas comerciais, fábricas, restaurantes, falar com toda a gente, perguntar, perguntar, perguntar. Isto é conhecer um pouco do país visitado, é por isto que eu gosto de viajar. Foi por tudo isto que me apaixonei por este enorme arquipélago constituído por mais de 1.000 ilhas, ainda no tempo de Fidel.Os cerca de 2,4 milhões de habitantes de Havana recebem-nos com um sorriso e de braços abertos. Atenciosos e hospitaleiros, não se subjugando como é habitual nos países circundantes, mostram a sua cidade. A preços reduzidos, nos seus grandes carros particulares americanos, dos anos 50, mas bem conservados e limpos, percorremos todos os locais que pretendamos.
Almoçámos em suas casas a preços muito inferiores aos dos restaurantes, já de si económicos. A lagosta abunda a preço do "carapau" e era-nos oferecida a cada refeição, cerveja à descrição.A arquitetura Barroca na Havana Velha, como por exemplo a Catedral de Havana na praça da Catedral é duma beleza extraordinária, circundada por palácios do século XVIII de igual arquitetura; o Edifício Bacardi (1930), Art Deco, no centro da cidade, um dos maiores edifícios, ainda do tempo das "vacas gordas"; os modernos edifícios como o "Edifício Focsa" de 1956; a Biblioteca Nacional, etc., são uma pequenina amostra do que podemos apreciar na cidade.
As visitas às fábricas dos famosos "puros de Havana" (Monte Cristo, Cuiba), dos runs (Havana Clube, Bacardi), as plantações de tabaco e de cana de açúcar, são tão inesquecíveis como os passeios em grandes catamarãs a ilhas como "Caio Coco" ou ao mergulho nas límpidas águas onde centenas de peixes exóticos e belíssimos corais abundam.
Se me permitem dou um conselho a quem visitar Cuba: Varadero é um paraíso não há dúvida, mas retirem pelos menos um ou dois dias do prazer das maravilhosas praias e visitem num mínimo, Havana.
Nota: As fotos inseridas foram retiradas da Internet, as minhas ficaram dentro da máquina fotográfica e esta ficou em Havana, esquecida.

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