Ficou o País mais pobre no respeitante à cultura; não ponho isso em causa, mas não haverá um quanto de exagero? Não haverá um pouco de mediatísmo em redor de tudo isto?
José Saramago, o polémico, adorado por uns e desprezado e odiado por outros, deixou a vida terrena. Todos desejamos que a sua alma repouse em paz, embora a sua ideologia não previsse que a tivesse.
Não teria sido o controverso "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" em 1991 e mais ainda o Nobel recebido em 1998, que fez exaltar e insuflar a importância de José de Sousa Saramago? A sua literatura será assim tão importante que mereça a atribuição em 1995 do Prémio Camões? São dúvidas que se me debatem após a leitura de alguns dos seus livros.
Não sendo letrado, mas após a leitura de: A Viagem do Elefante; Ensaio sobre a Cegueira; Todos os Nomes; perguntei-me: Que pretende este escritor dizer? Que moral posso tirar destes livros? Para além da forma estranha e estilo da sua escrita, utilizando frases e períodos compridos e pontuação duma forma não convencional; os diálogos inseridos nos mesmos parágrafos obrigam-nos a retroceder na leitura para uma melhor compreensão. Os travessões são inexistentes e por vezes confundem-nos num certo diálogo se é real ou apenas um pensamento.
Dirão uns: «é um estilo de escrita, por sinal já adoptado por alguns novos escritores.»
Pergunto eu: «mas não há normas? A partir de agora serão substituídas as normas por estilos?»
Cada escritor optará por um estilo e em breve ninguém entenderá o que é correcto ou errado.
Memorial do Convento; não o consegui acabar; tenho aqui uns quantos livros que comprei e outros que me ofereceram ainda não lidos, porquê perder tempo com o Memorial do Convento se não me agrada aquele tipo de escrita?
Eu sei o que me vão dizer, mas não tenho culpa de não ser do meu agrado esta escrita, ou não estar preparado para "uma literatura tão evoluída".
Não é por discordar da sua ideologia que critico os seus livros. Gosto muito de ler e pela primeira vez, em centenas de livros lidos, uns bons outros maus (para o meu gosto claro), não o acabei.
Recentemente passou na TV o filme Ensaio sobre a Cegueira. Sabia que fora apresentado no 61.º Festival de Cannes, mas não foi por isso que me deu vontade de o ver. Tive curiosidade em saber como o cineasta brasileiro Fernando Meirelles se descalçaria, produzindo um filme do livro, que à partida me parecia difícil se não impossível de transpor para a película. Conseguiu-o com mérito. De uma forma geral os livros são superiores aos filmes; são minimizados alguns comentários, suprimidas muitas cenas e como é óbvio muitas vezes impossível transportar para a tela uma ideia, um pensamento. Desta vez foi o filme que suplantou o livro.
Gostei muito
ResponderEliminarººººººººººººººººººººººººººº
Mas vale a pena ler o Memorial do Convento....aliás vale a pena perder tempo (como diz) com este livro!!!!!
ResponderEliminarEm resposta a este comentário, que agradeço, provavelmente seguirei o seu conselho e um destes dias recomeçarei a ler o Memorial do Convento.
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