Há
gentes com fome, sem abrigo, vivendo numa solidão tamanha que dá revolta. Na
sua maioria são os sem-abrigo, despojados dos seus bens, casa ou emprego. Sim,
não há ninguém que não lamente e não se condoa. Uns ajudam diretamente, outros
através de instituições governamentais ou privadas. Isto a propósito daqueles
que duma forma ou de outra foram marginalizados. Por culpa própria?, por falta
de meios?, por incapacidades física ou moral? Ou por relaxação, desprezo pela
vida, vagabundagem ou incompetência?
Não
nos cabe julgar as causas dessa miséria nem tão pouco criticar ou menosprezar
alguém que, seja quais forem as razões, caíram em desgraça. Moralmente, temos
obrigação de acolher, ajudar, dar de comer ou empregar aqueles que desejem ser
ajudados ou necessitem de uma palavra amiga, um conselho, um carinho. Sim, não
há vivalma que não lamente e não se apiede.
Todavia,
há outros: os Zé-ninguém, os pobres de espírito, os falhados, pobre-diabo que
atingiram a incompetência, muitos deles ao iniciar o ensino secundário. Mesmo
esses, não devem ser achincalhados nem marginalizados. No entanto, quando por incompetência,
desleixo ou preguiça, optando pela “boa-vida” desprezando os estudos ou o
trabalho e, querendo enganar meio mundo, alardeiam aos sete-ventos uma falsa
personalidade, a insolência de doutorar-se a si próprios. Atingiram a incompetência
e, por complexo de inferioridade, autopromovem-se. São estes pobres que devemos
desprezar e não nos comovamos com a sua fraqueza espiritual.
Atingiram
muito cedo o Princípio de Peter.
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