O
negativismo é um mal que prolifera diariamente quer nas redes sociais, quer no
nosso dia-a-dia. Quantas vezes abrimos o nosso correio eletrónico e deparamos
com correio carregado de conselhos ou informações sem nexo ou pior ainda, com
informações desprovidas de autenticidade, notícias disparatadas de boatos sem
fundamento. Todos nós já recebemos informações daquele truque de, quando
assaltados por larápios que nos fazem acercar do multibanco e nos obrigam a
levantar dinheiro, bastando para tal digitarmos o número de código de trás para
a frente e de imediato aparece a polícia.
Há dias, por exemplo, recebi dois e-mails com a informação de que a
seleção espanhola foi convidada a perder o jogo, recebendo em troca cada
jogador uns quantos milhões de euros, mais uns tantos milhões para os
dirigentes e mais outros milhões para este e para aquele. Os valores vinham
expressos ao cêntimo. Tudo isto fora tratado em segredo, apenas os vinte e
poucos jogadores tiveram conhecimento. E os dirigentes. E os árbitros. E o
selecionador. Mais ninguém. Algumas centenas de milhares de Facebokistas e outros tantos cidadãos
anónimos que receberam a informação por correio eletrónico tiveram conhecimento,
mas mais ninguém (felizmente não chegou ao conhecimento da FIFA, teria sido uma
“bronca”). Por que será que certas
pessoas, quando recebem estas informações, não as enviam para “eliminados”? Por
insipiência, ignorância ou convencidos da sua veracidade? Alimentar boatos e
fomentar baboseiras é de muito mau gosto. Há também aqueles que gostam do maldizer,
arrasando este ou aquele que tem um salário diário superior ao do cidadão que
aufere o mesmo valor num ano, que rouba o povo, etc. etc.. Muitas vezes a
incompetência gera a revolta e a inveja.
Quantas
vezes, ao saudarmos este ou aquele, recebemos como resposta um - vai-se andando - ou, pior ainda um - muito mal, tenho andado de médico em médico,
mas lá vou indo -. Sentem um prazer mórbido em apresentar-se como uns
coitadinhos, dignos de dó ou então são sádicos, querendo estragar a boa
disposição daqueles que os saúdam. São os negativistas. Há também os que sentem
prazer em divulgar as desgraças, atropelamentos,
roubos e outros acontecimentos do género nas redes sociais, fazendo concorrência
ao Correio da Manhã. Subsequentemente
a sua mente não o ajuda, imaginando que aquilo lhe poderá vir a acontecer.
O
negativismo é uma doença psíquica que tem cura em psicólogos ou psiquiatras,
mas na maioria dos casos os pacientes não têm vontade própria e esquivam-se a
admitir essa enfermidade.
Os
hipocondríacos são igualmente uns negativistas, tudo lhes acontece, sofrem de
doenças imaginárias ao ponto de adoecerem. Desconhecem que dois terços das
nossas doenças são psíquicos. Se os negativistas ocupassem a sua mente em algo
positivo como por exemplo ajudar o seu semelhante, ler um livro ou um
periódico, não partilhassem vídeos perturbantes, mas sim os bloqueassem ou os
enviassem para a lixeira, se se preocupassem com o seu semelhante encorajando-o
no seu dia-a-dia e não o atormentassem com problemas que em nada o ajudam a si
e só perturbam quem os escuta, na vida não existem só desgraças, não há só
problemas, há também muito de positivo, mais do que possamos imaginar, não queira
tornar-se um paranoico, seja positivista e lembre-se que, todos os que o rodeiam
poderão ser mais felizes quando rodeados de amigos alegres e bem-dispostos. Se
está enfermo ou indisposto não o diga, invente um trabalho urgente a fazer e
que não pode sair, o seu amigo ficará mais satisfeito do que se souber que não
está bem. Lembre-se que ele não é médico e não poderá ajudá-lo. Mostre-se bem-disposto
e, se um dia precisar, ele será o primeiro a socorrê-lo. Seja positivo, seja
forte, viverá mais feliz e fará a felicidade dos outros.
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